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Gondomar : história, localização, o Brasão da cidade, gastronomia e economia

História de Gondomar

Gondomar, o seu nome tem ressonâncias históricas. Vários achados revelam as velhas raízes da vivência humana neste local desde a pré-história. A exploração das minas de ouro nas regiões próximas e a posição estratégica do "Crasto" comprovam a permanência dos Romanos nestas terras.

Entre outras versões, a denominação "Gondomar" é atribuída ao rei visigodo "Gundemaro" que, em 610 teria aqui fundado um couto. Apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos, Gondomar recebeu o primeiro foral em 1193, de D. Sancho I que, mais tarde, foi confirmado pelo rei D. Afonso II através das Inquirições. O Monarca "fez honra de Gondomar" a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.

Do seu património edificado destaca-se a Igreja Matriz, da qual se salienta a talha dos seus altares e os seus tectos. Na sacristia pode observar-se a imagem de Nossa Senhora do Rosário, do século XVI e o painel de S. Cristóvão, do século XVII. Referência ainda para a Capela de Santo António.

Localização

O Concelho de Gondomar enquadra-se na região do Douro Litoral, pertencendo ao Distrito do Porto e situando-se na margem direita do Rio Douro, a leste da Cidade do Porto.

Gondomar pertence à Área Metropolitana do Porto, sendo considerado como o quarto maior concelho desta. Está limitado a Norte pelos concelhos do Porto, Maia, Valongo, Paredes e Penafiel, e a Sul pelos de Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Arouca e Castelo de Paiva. Sendo que, nos seus 138.72 Km2 alberga cerca de 170.000 habitantes distribuídos pelas suas 12 freguesias.

O Brasão

Armas: de negro, com o coração de filigrana de ouro esmaltado de azul, acompanhado por uma grinalda de oito espigas de trigo de ouro, sustidas e folhadas do mesmo. Coroa mural de prata de cinco torres, Lintel branco com os dizeres “Município de Gondomar” em negro.

Bandeira: gironda de oito peças de amarelo e azul. Cordão e borlas de ouro e de azul. Haste e laça douradas.

Selo: Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres “Município de Gondomar”.

Como os esmaltes principais das armas são de ouro e azul, a bandeira é amarela (que corresponde ao ouro) e azul.

Quando destinada a cortejos e outras cerimónias, a bandeira é de seda bordada e deve ter a área de um metro quadrado; quando é para arvorar, é de fiel e terá as dimensões julgadas necessárias, podendo deixar de incluir a representação das armas.

O negro indicado para o campo das armas, e o esmalte que na heráldica simboliza a terra e significa firmeza, obediência, honestidade e cortesia.

O Coração de filigrana, representando as industrias locais e significando o sentimento artístico com que esta indústria é executada em Gondomar, é de ouro, metal que alude ao nome da Cidade e é o mais rico da heráldica e que significa nobreza, fé, sabedoria, fidelidade, constância, poder e liberdade. O coração é esmaltado de azul e o esmalte significa zelo, lealdade e caridade.

A grinalda das espigas de trigo, simbolizando a riqueza agrícola regional, é de ouro, cujo significado já foi descrito.

Gastronomia

Graças a um íntimo relacionamento com o rio Douro, Gondomar tem fortes tradições piscatórias e gastronómicas.

O sável e a lampreia são espécies indissociáveis das ementas do concelho no período compreendido entre Janeiro e Abril. De destacar a "Lampreia à Bordalesa", o "Arroz de Lampreia", o "Sável no Espeto" e a "Açorda de Milharas".

Não menos importante é a tradicional Sopa de Nabos, que os gondomarenses não dispensam durante as Festas do Concelho (Setembro e Outubro). No que respeita à doçaria, de salientar os já famosos "Bolinhos de Nozes à Moda de Gondomar".

Economia “A capital da Ourivesaria”

A Ourivesaria é a actividade principal do Concelho. Dada a tradição dos gondomarenses, esta é a arte que melhor caracteriza Gondomar, valendo-lhe o título de "Capital da Ourivesaria".

Este título tem sido bem aproveitado numa estratégia de Marketing admirável, que tem estendido a sua fama na arte de trabalhar o ouro, a todo o mundo, de tal forma que quando se fala em ourivesaria, logo se refere Portugal e a sua "Fonte de Artesãos", a Cidade de Gondomar.

A importância do sector e a sua continuidade estão garantidas.

Mas não é só a ourivesaria que tem tido um papel determinante na economia do Concelho, também a arte da marcenaria se cultiva aqui com elevada mestria.

Nunca é de mais referir os hábeis entalhadores, bem como outros artesãos que transformam vulgares pedaços de madeira ou raízes de árvores, em esculturas, verdadeiras obras de arte.

Em variadíssimos locais como a igreja matriz de S. Cosme podem-se admirar valiosas peças criadas pelas mãos dos marceneiros de Gondomar.

O "Centro de Formação Profissional da Indústria da Ourivesaria e Relojoaria - CINDOR", foi criado com o objectivo de formar novos artistas desta arte tão enraizada na região.

A filigrana, em ouro ou prata são bem exemplo de quão bem se trabalha em Gondomar e ocupa um lugar de destaque entre as criações dos ourives e a maior parte das freguesias de Gondomar constitui, actualmente, o centro da sua produção em Portugal.

Também a Indústria da Construção Civil, a Metalomecânica, a Indústria Têxtil e a Agricultura tem uma forte expressão na economia do concelho, não esquecendo o comércio, inerente ao progresso que se tem verificado no concelho.

Da história do concelho (em termos económicos) faz parte a exploração mineira, factor de extrema importância para a economia do concelho, durante muito tempo. Documentos históricos descrevem que as minas de ouro foram exploradas pelos Romanos que se serviam de inúmeros escravos.

É com alguma nostalgia que hoje se recorda a actividade mineira importante sector de laboração da população da freguesia de S. Pedro da Cova. Hoje, as minas estão completamente extintas. Mas no passado (não muito longínquo) eram retiradas toneladas de carvão das suas abundantes jazidas.

Quem tiver curiosidade de tomar conhecimento desta actividade poderá visitar o "Museu Mineiro" em S. Pedro da Cova.